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A
arte de Maria Gilka
Informou-nos
Maria Gilka que, por ocasião do XII Salão de Artes
de Amparo, um de seus quadros foi recusado e o outro, premiado com
a medalha de Bronze, sendo que Maria Gilka já é detentora,
como registramos na página ao lado da grande medalha de Prata
e da pequena medalha de Ouro de Salões anteriores de Amparo.
Assim, quando Maria Gilka formalizou reclamação ao
assessor de Cultura Erick Witter, este, alegando mudança
no regulamento, retirou a medalha e colocou os dois quadros na exposição.
Diz Maria Gilka que "a ficha de inscrição do
XIV Salão de Amparo está uma vergonha! O regulamento
é igual ao do ano passado... Um salão que tem o nome
de Francisco Cimino não pode aceitar obras que firam o pensamento
do patrono do Salão - Cimino, como eu, não considerava
arte nada que fosse ofensivo".
A opinião de Maria Gilka
- Sobre
sua convivência com Francisco Cimino: "... pintávamos
juntos, andávamos juntos".
- Sobre o Salão de Artes de Amparo: "O Salão
de Amparo era o Salão mais importante do Estado de São
Paulo; resta saber-se, atualmente, o Salão é um meio
ou é um fim".
-Sobre a estrutura organizacional do Salão de Amparo: "Eu
me manifestei contra a organização do Salão
que não respeitou o nome do seu patrono, a mim, aos artistas
e ao povo da cidade, por carta dirigida ao prefeito Carlos Piffer,
ao Erick Witter, ao Jacob, ao presidente da Câmara Municipal,
aos jornais de Amparo, de São Paulo, ao secretário
de Estado da Cultura e, por fim, ao governador Mário Covas".
-Sobre a Comissão Julgadora dos Salões de Amparo:
"Acho um absurdo Amparo ficar chamado artistas de fora para
julgar artistas da cidade; ou se convida artistas da própria
cidade para compor o júri ou não se constitui júri".
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